A FORÇA DO COACHING

Há anos, os profissionais de mercado vêm encarando os programas de Coaching como algo excepcional, quando se dispõe a contribuir para o atingimento de objetivos pessoais ou profissionais. Além das diversas matérias jornalísticas e artigos dedicados, o crescimento do interesse pelo tema, de maneira geral, permite-nos afirmar que a metodologia disseminada pelo Coaching é, atualmente, objeto que leva seus praticantes a sentimentos que oscilam entre a excitação e o espanto.

Mas, ora, porque o Coaching teria o poder de provocar tanto entusiasmo, a ponto de se transformar na nova “onda” do momento? Uma das principais razões é, certamente, os resultados geralmente alcançados a partir de seus programas, quando bem desenvolvidos. E a conjunção “bem desenvolvidos” vem aqui alertar que, como qualquer produto ou serviço que se torne cobiçado, há um contingente de profissionais que, sem o devido preparo, age como aventureiros nesse mercado, buscando obter o máximo retorno financeiro no menor espaço de tempo e, não raramente, negligenciando aspectos fundamentais do método.

Mas, resultados superiores representam apenas a consequência de algo eficaz. Então, o que haveria em um processo de Coaching, que pudesse justificar resultados tão satisfatórios e essa mística que já domina o tema? Tentarei resumir, neste artigo, uma visão sobre os diferenciais do Coaching, que, talvez, expliquem resultados tão satisfatórios.

Primeiramente, gostaria de recorrer à Neurociência, para destacar como nós, seres humanos, funcionamos, no que se refere ao direcionamento de ações, visando resultados esperados. Como coparticipantes de um todo denominado Universo, convivemos com o que chamamos de “Realidade Externa”. Nossa família, nosso trabalho, nosso cônjuge, nossos filhos, nossos amigos, a imprensa, o inconsciente coletivo, os políticos, enfim, tudo o que se encontra fora de nós, constitui a realidade externa. Acontece que nosso mundo não é representado por essa realidade externa. A partir de “filtros”, que construímos ao longo de nossa existência, recriamos a realidade externa, a partir de um fenômeno que denominamos “Representação Interna”. Nossa representação interna é, portanto, a visão de mundo que temos e cultivamos. A partir dessa visão de mundo, estabelecemos estados mentais. Por exemplo, alguém que acorda pela manhã, assiste ao jornal matinal, repleto de notícias ruins, pode incorrer em, pelo menos, duas formas de representação interna: ou entende tudo aquilo como algo natural no Universo e se anima a conduzir seu dia para evitar participar daquela barbárie, ou acha que o mundo está acabando, e conduz suas ações como se o dia seguinte fosse o último…. Uma única realidade externa, duas representações internas absolutamente diferentes.

Coaching

Bem, a partir dessa representação interna, passamos a cultivar nosso estado mental (ou astral, para muitos). Podemos, então, alimentar nosso estado com pessimismo ou com otimismo; com uma vontade imensa de construir algo pelo mundo ou com uma visão de que a vida não vale nada… A partir daí, nossa fisiologia é influenciada (quem nunca viu a diferença dos ombros entre alguém confiante e alguém desanimado…) e, com ela, nossos comportamentos e, em consequência nossos resultados…

Mas o que a metodologia de Coaching tem a ver com isso? Tudo! Um programa de Coaching bem aplicado tem a capacidade de lidar com todas as etapas levantadas pela Neurociência. Enquanto muitos outros métodos, como Ensino, Terapia e Aconselhamento, entre outros, buscam atuar em apenas parte do processo, o Coaching entende cada etapa como essencial para a potencialização dos resultados. Assim, procura identificar e ajudar o cliente a calibrar os “filtros”, nem sempre bem ajustados. Depois, rediscute a Representação Interna do Coachee, buscando identificar, inclusive, crenças limitantes, que comprometem o êxito de seus projetos. Na sequência, busca induzir o Coachee a um Estado positivo, a partir da ressignificação de traumas passados e da potencialização de forças presentes. Interfere na fisiologia do Coachee, estimulando-o a adotar hábitos que contribuam para um corpo bem ajustado a uma mente vencedora. A partir dessa compatibilização entre corpo e mente, o Coaching estimula a definição de tarefas, que possam alterar os comportamentos. E, a partir de comportamentos poderosos, leva a resultados superiores. E, quando os resultados começam a aparecer, a representação interna se retroalimenta, gerando um estado ainda mais positivo, que contribuirá para uma fisiologia vigorosa, gerando novos comportamentos positivos e ampliando os resultados…

Não há, portanto, milagre. Um programa de Coaching apresenta, apenas, o interesse em percorrer todas as etapas de funcionamento de um ser humano, quando esse se sente estimulado a deixar um estado atual, em direção a um estado desejado. Enquanto os métodos tradicionais de desenvolvimento humano são muito focados em “como fazer”, para a metodologia de Coaching, perguntas como “O que?”, “Para que?”, “Desde quando” fazem muito sentido e, não raramente, os céticos se rendem aos resultados alcançados. Assim, concluo afirmando que o Coaching não criou praticamente nada. Apenas reuniu e exercitou, em sua plenitude, todas as disciplinas que operavam de maneira fragmentada na busca de contribuir para o atingimento de objetivos definidos. O Coaching, com sua ousadia e profundidade, vai além, e provoca o ser humano a se revisitar integralmente e a percorrer sua trajetória, a partir daí, com os propósitos e autoconhecimento que possam leva-lo ao sucesso e, provavelmente, à felicidade…

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